As imagens transmitem a
mensagem de que o professor é o detentor do saber e do conhecimento. Ele está à frente do
trabalho, como uma figura de autoridade, comando.
Os alunos apresentam-se
passivos, ouvintes, receptores do saber do professor.
A maioria das imagens apresentam uma cena tradicional de
professor no quadro de giz, explicando algum assunto e os alunos assistindo,
sentados corretamente, onde são ouvintes
ou estão copiando algo do quadro.
Infelizmente não precisei tirar fotos dos espaços da minha escola para poder comentar que, no cotidiano, as aulas são ministradas ainda no modelo tradicional, onde alunos assistem ao professor expondo conteúdos, usando o livro ou o quadro de giz como recurso pedagógico.
São raros os professores que usam as tecnologias oferecidas pela escola, como: internet e rede wi-fi em todos os ambientes, data-show, aparelhos de microscópio eletrônicos, laboratório de informática, lousa digital e TVs novas com entradas USB, DVD e outras.
Vejo maior movimento no
uso desses aparelhos com os alunos do Ensino Médio Politécnico. O Ensino
Fundamental Inicial e Final, pouco usa desses instrumentos. Eu procuro usar pelo menos uma vez por semana
um recurso diferente para manter meus alunos atualizados nos conhecimentos da
série, como também nos materiais disponíveis na escola para pesquisa e/ou
trabalhos.
Ainda existe muita resistência ao uso das tecnologias por
parte de muitos professores. Os mesmos alegam que não usam por desinformação,
não sabem usar e esperam que a gestão escolar providencie algum profissional
para atuar nos ambientes. Alegam terem turmas numerosas, que não dão conta de usar,
orientar e cuidar do material. Sempre há muita pressa para que os minutos das
aulas sejam “aproveitados”. Não podem perder tempo indo de um ambiente para
outro com os alunos...
Aproveitam mais o tempo
apenas lendo os livros didáticos e reproduzindo atividades constadas neles, até
que ponto?
Quanto vale o
aproveitamento do tempo, quando os alunos podem estar vivendo, ouvindo ou
sentindo o conhecimento instantaneamente, via web?
O que o aluno realmente aproveita
do uso exclusivo do livro didático, da cópia automática ou da experimentação em
tempo real, vendo, ouvindo, pesquisando nos instrumentos mais variados?
Medo de usar as
tecnologias disponíveis por medo de estragá-las ou comodidade, estar na sala,
abrir o livro e passar temas no quadro de giz?
Todos os recursos
tecnológicos citados até aqui demandam uma questão: DESACOMODAÇÃO!
Ser professor é ser
mediador do conhecimento, romper barreiras, propor alternativas, mas o aluno
sempre será o SUJEITO do seu próprio conhecimento. Devemos então, oferecer-lhes
diversas alternativas. Com atitude e coragem.
2 comentários:
Bom dia Ana.
Primeiramente estou muito feliz por teres conseguido encaminhar a tarefa de postagem no teu blog. Segundo, que abriste um texto para uma discussão bem ampla, onde ainda estamos todos preocupados com o tempo e não com a qualidade daquilo que ensinamos, o uso da tecnologia em sala de aula, o domínio do uso da ferramenta por professores das séries iniciais e finais do Ensino Fundamental do Ensino Básico. Vamos iniciar as nossas atividades falando sobre o Desenvolvimento e treinamento de pessoas. Te aguardo para a nossa primeira aula amanhã dia 26 de março. Um forte abraço. Nuria.
Olá, Ana!
Concordo plenamente com tudo que escreveste. O curso Redes de Aprendizagem nos possibilita compartilhar dessas situações que são comuns em todas as escolas e todos os municípios. Desacomodar-se é ótimo, desacomodar os outros é nossa obrigação se queremos uma educação de qualidade para nossos alunos.
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